Finalidade

Somos "missionárias": a finalidade de todo o nosso ser e agir é partilhar o dom da fé com as pessoas e as populações que ainda não conhecem a mensagem do Evangelho e não experimentaram a sua força libertadora.

Semeadas na vida dos homens, jogamos a fidelidade à nossa vocação, à Igreja e à sua missão, fazendo germinar o Evangelho dentro das mais variadas situações e realidades humanas e sendo em toda a parte alma e fermento de missionariedade.



S. Daniel Comboni, grande apóstolo da África em quem nos inspiramos, foi um dos maiores animadores missionários do seu tempo. É segundo o seu espirito que estamos chamadas a viver a vocação missionária na secularidade, procurando captar nos valores humanos as sementes escondidas do Evangelho que esperam vir à luz e que as ajudem a crescer.

Levamos no coração o desejo de despertar e manter viva, em ambientes eclesiais ou não, a abertura ao mundo e a consciência missionária que é de cada batizado.

Procuramos ser fermento de fé e de missionariedade em qualquer lugar, em qualquer situação ou realidade em que a nossa condição de vida nos coloca, fazendo levedar, a partir de dentro, esta consciência missionária. Os modos de viver e expressar a missionariedade são muitos e diversificados, e estão relacionados com a situação concreta em que nos encontramos ou em que escolhemos viver.

A animação missionária, elemento que carateriza qualquer vocação missionária, é um compromisso que nos acompanha sempre e em toda a parte.

Expressamo-la antes de mais com o testemunho do nosso estilo de vida, mas também com ações e atividades concretas. Tudo isto pode assumir uma infinidade de expressões, que vão das migalhas do quotidiano, que se vive em todas as situações e nas relações com os demais, em qualquer ambiente, até às expressões mais visíveis que se concretizam numa variedade de iniciativas que podem ser realizadas em conjunto a nível de Instituto ou em colaboração com outros.

Que significa animar missionariamente?

O termo animar pode traduzir-se por "dar alma", "dar vida", provocar um movimento - e não só um sentimento - uma resposta concreta a uma situação igualmente concreta. E tal resposta pode ser dada só como consequência de ter visto, observado, escutado e conhecido uma determinada realidade que tocou o coração e fez vibrar todo o ser.

Animar missionariamente quer dizer ajudar os outros a pôr-se à escuta do grito da humanidade mais pobre, mais abandonada, mais longínqua, para que se sintam provocados a dar a sua resposta.

Nesta perspetiva evidencia-se a importância da informação através de todos os meios possíveis, como canal indispensável para conhecer a realidade da missão e para que possa chegar aos ouvidos e ao coração de todos o apelo da humanidade.

O ajudar os outros implica que em primeiro lugar nos ponhamos nós à escuta, nos deixemos tocar pelo grito da humanidade; escutar não só com os nossos ouvidos e ver com os nossos olhos, mas com os de Deus.

Podemos viver a animação missionária só se passamos através do coração do Pai que no Filho se encarnou na humanidade, e deixamos que o nosso coração palpite ao ritmo do seu.

A animação missionária tem uma dimensão contemplativa profunda, sem a qual as atividades concretas se reduzem a um ativismo vazio.

Daniele Comboni captou e viveu em toda a sua profundidade esta dimensão indispensável da missão que é a animação missionária e deixou-a em herança a todos/as aqueles/as que por vocação são chamados/as a participar do seu carisma, para que continuemos a fazê-lo viver na Igreja.



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